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Quanto custa um radar para condomínio?

A pergunta certa não é quanto custa o equipamento. É quanto custa o contrato inteiro — e é aí que duas propostas de mesmo valor deixam de ser comparáveis.

Custo Por Equipe Revlo Atualizado em Agosto de 2026 7 min de leitura

Resposta direta: não existe preço de tabela para radar de condomínio, porque o projeto muda conforme o número de pontos, o modelo, o prazo e a cidade. O que dá para fazer — e é o objetivo deste guia — é comparar propostas com o mesmo escopo, para o valor significar alguma coisa.

Por que ninguém publica preço (e por que desconfiar de quem publica)

Um condomínio de 40 casas com uma alameda e outro de 600 apartamentos com quatro vias e duas garagens não compram a mesma coisa. Publicar "R$ X por mês" significaria acertar um dos dois e enganar o outro.

Quando você vê um número fechado num site, verifique o que ele cobre. Na maioria das vezes é o cenário mais barato possível — um ponto, contrato longo, capital, instalação à parte — e a proposta real chega bem diferente.

As quatro variáveis que formam o preço

1. Quantidade de pontos

É a variável de maior peso. O segundo ponto quase sempre sai proporcionalmente mais barato que o primeiro, porque a visita de instalação e a logística de manutenção são compartilhadas. Se você cogita dois pontos, cote os dois juntos — cotar um e depois voltar costuma sair mais caro.

2. Modelo do equipamento

Fixo em poste próprio, fixação em poste existente ou em parede, e móvel realocável. Muda o preço, muda a instalação e muda o que o equipamento entrega. A versão com registro de dados também não é a mesma coisa que a versão que apenas exibe.

3. Prazo de contrato

Na locação, contrato mais longo reduz a mensalidade — o fornecedor dilui a instalação em mais meses. Vale simular dois prazos e comparar o total, não só a parcela.

4. Cidade

Logística de instalação e de manutenção. Um condomínio a 300 km da base do fornecedor carrega esse custo, esteja ele explícito na proposta ou não.

Locação ou compra

LocaçãoCompra
Desembolso inicialNenhumIntegral
Natureza contábilCusteioInvestimento
Costuma exigir assembleiaNãoSim
ManutençãoDo fornecedorDo condomínio após a garantia
Risco de falhaDo fornecedorDo condomínio
Custo total em uso prolongadoMaiorMenor
Reversibilidade se errarAltaBaixa

A conta do ponto de equilíbrio é simples: divida o valor de compra somado à instalação pela mensalidade da locação. O resultado é o número de meses a partir do qual comprar passa a custar menos. Depois some, do lado da compra, a manutenção estimada após a garantia — é o item que os condomínios esquecem e que costuma empurrar o equilíbrio para mais longe do que parece.

As oito perguntas que revelam o custo real

Faça exatamente estas perguntas a cada fornecedor, por escrito:

  1. A instalação está inclusa? É o item que mais aparece separado depois da assinatura.
  2. Quem paga o poste ou a estrutura de fixação? Pode representar uma diferença relevante no total.
  3. Manutenção e visita técnica são cobradas? Chamado avulso corrói qualquer economia de mensalidade.
  4. Se o equipamento falhar, quem substitui e em quanto tempo? Na locação, esse risco deveria ser do fornecedor.
  5. O modelo cotado registra dados? Nem toda versão registra. Se você precisa do relatório, isso muda a cotação.
  6. Existe taxa de ativação, deslocamento ou vistoria? Custos de entrada raramente aparecem na primeira conversa.
  7. Precisa de energia elétrica no ponto? Se não for solar, some o custo de puxar rede até o local — que às vezes supera o do equipamento.
  8. O que acontece no fim do contrato? Retirada, renovação, reajuste e opção de compra deveriam estar escritos.

Peça as respostas na proposta, não no WhatsApp. Em uma discussão futura, vale o que está no documento.

Três armadilhas comuns

A promessa de multar

Se a proposta apresentar "multa ao morador pelo CTB" como benefício, o preço é o menor dos problemas. Condomínio não tem poder de polícia de trânsito, e a multa aplicada com essa fundamentação tende a ser anulada — com o condomínio exposto. Entenda a base legal correta.

Mensalidade baixa com escopo curto

A proposta mais barata frequentemente é a que deixou instalação, estrutura e manutenção de fora. Compare escopo antes de comparar valor.

Reajuste não escrito

Contrato de dois ou três anos sem índice e periodicidade de reajuste definidos é discussão garantida no segundo ano.

Traduza para custo por unidade antes de apresentar

Esta é a diferença entre aprovar e não aprovar em assembleia. O valor cheio da mensalidade soa alto isolado; dividido pelo número de unidades, entra na ordem de grandeza de itens que ninguém questiona.

Leve o número já dividido, e ao lado dele uma despesa conhecida do condomínio para comparação. A conversa muda completamente de tom.

Veja o que forma o preço na Revlo ou peça uma proposta com locação e compra lado a lado.

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